Rakuin o Monshou - Volume 3 -
Os Céus Escurecem Sob as Asas do Dragão

Light Novel Online Capítulo 1 [Saindo da Capital Imperial]

Um pardal andava perdido pelas pedras do calçamento.

Ele virou a cabeça uma vez, duas, confuso com a sensação de estar fora do lugar, e então bateu as asas, assustado.

Logo em seguida, uma rajada de vento passou quando uma sombra gigantesca cruzou o céu. À primeira vista, parecia uma criatura viva. Seu pescoço era comprido, o rosto feroz exibia presas afiadas, e as grandes asas se estendiam aos lados, um wyvern.

Mas, na verdade, não existiam dragões alados vivendo naquele continente. O seu uivo, agudo como o ranger do metal, vinha do motor de éter que vibrava em seu interior, e sua pele era feita do leve metal conhecido como pedra-dragão, com uma leve camada de pintura em bronze. Em resumo, tratava-se de uma aeronave do Império de Mephius.

Esses wyverns artificiais, com seus pilotos a bordo, decolavam um após o outro.

Orba ergueu o rosto para observá-los, usando a mão como viseira contra o sol.

Na frente da formação, ia um homem chamado Neil Thompson. Só pelo fato de ter certa habilidade, já se destacava entre os demais. Neil inclinou com precisão as asas da nave, fazendo uma curva elegante, enquanto os outros tentavam acompanhá-lo às pressas, como pintinhos correndo atrás da mãe.

Mas foi justamente a ele que Orba lançou palavras de reprovação assim que pousaram.

— Este não é lugar pra fazer exibição. Preste mais atenção nos outros. No campo de batalha, você não vai conseguir fazer nada sozinho. Agora, vai de novo.

Pressionados por Orba, ou melhor, pelo príncipe herdeiro do Império de Mephius, Gil Mephius, os pilotos decolaram novamente, às pressas.

— Não precisa ser tão duro, né? Acho que eles estão indo bem — disse Shique, encostando-se ao ombro de Orba.

Orba o afastou com um gesto brusco.

— Não importa o quanto estejam indo “bem” como escravos. Você acha que eu posso me contentar com esse nível?

No campo de treinamento, perto dos alojamentos da Guarda Imperial, haviam reconstruído uma pequena arena de gladiadores. Mesmo sendo chamada de pequena, ela era ampla por dentro e comportava uma pista de voo para aeronaves. Além disso, ficava ao lado do estábulo dos dragões.

— Mas, olha, Orba — falou Gowen, o rosto de bronze endurecido —, ainda não faz nem um mês desde que você criou essa unidade aérea. Não adianta perder a paciência.

— Não esperava ouvir isso de você. Foi você quem me mandou matar depois de só duas semanas de treino com espada.

— Não tem por que comparar com os escravos, tem? — retrucou Gowen, devolvendo as palavras. — Agora é diferente. Não dá pra comprar quantos quiser.

Mesmo que aqueles ex-escravos fossem tão bons quanto soldados em combate individual, ainda tinham dificuldade em agir em grupo. E o fato de ser Gowen que estava treinando, do zero, a infantaria formada por esses escravos, dava mais peso às palavras.

Orba não disse mais nada. Sua expressão se contraiu de leve ao cruzar os braços. O direito estava enfaixado e pendia imóvel.

Já tinha se passado cerca de meia quinzena desde o motim de Zaat Quark. Orba ainda se recuperava dos ferimentos que sofreu durante os combates do torneio de gladiadores, sem contar o tiro que levou de Zaat. Mesmo assim, uma semana antes, ele foi convocado pelo imperador e recebeu a ordem de seguir para a cidade de Apta, ao sul, território conquistado durante os dez anos de conflito com Garbera e onde seu irmão Roan havia sido enviado. Não havia tempo para descanso. Quando Shique e Gowen achavam que ele estava trancado no quarto, enfiado em livros, encontravam-no ali, supervisionando com fervor o treinamento da Guarda Imperial.

— Ah, ficou calado de novo — comentou Shique, dando de ombros com humor. — Quando você fica assim, a gente começa a se preocupar. Parece até que está tendo pensamentos perigosos.

Naquele momento, uma voz animada ecoou:

— É uma cena maravilhosa, não é?

Ao ouvir aquela voz, deslocada em meio àquele ambiente bruto, o rosto de Orba enrijeceu por algum motivo.

Gowen e Shique acharam graça na reação e viraram-se sorrindo.

— Me dói dizer, mas não é algo que uma dama de verdade deveria estar vendo.

A figura diante deles era Vileena Owell, terceira princesa de Garbera, acompanhada de sua dama de companhia, Theresia. Os cabelos prateados brilhavam sob a luz da manhã. Desde que chegou a Mephius, ela vinha sendo mantida nos aposentos femininos, mas depois de voar junto ao príncipe durante o motim de Zaat, conquistou uma certa liberdade. Dois dias antes, ao saber no café da manhã que a Guarda Imperial faria treinamentos aéreos, exclamou que precisava ver com os próprios olhos.

Ela acompanhava os movimentos das aeronaves com os olhos semicerrados e as bochechas coradas de leve.

Ela é mesmo uma princesa diferente.

Orba reafirmou esse pensamento.

Depois da missão em Apta, eles se casariam oficialmente como o imperador Guhl havia declarado. Mas essa informação tinha sido passada para Gil apenas, sem nenhum anúncio público. Com as negociações em torno do casamento ainda indefinidas, Vileena continuava em uma posição frágil.

— O príncipe é perfeccionista demais — comentou Shique, voltando de propósito ao assunto anterior. — Diz pra eles voarem em formação como a unidade aérea de Garbera depois de menos de um mês de treino.

— Eu não... — tentou retrucar Orba, mas antes que completasse...

— Tudo tem um começo. Treinamento aéreo, em especial, sempre envolve riscos. Se não prestar atenção à condição dos pilotos, à manutenção das aeronaves e tudo mais, a unidade será destruída antes mesmo de amadurecer, Alteza.

Vileena falava com propriedade. Era uma especialista em aeronaves. Mesmo com seu rosto jovem, a voz saía firme.

— Mas também não falta muito para partirmos.

Orba desviou o olhar. Vileena tentava encará-lo diretamente.

— Não daria pra continuar o treinamento em Apta? — sugeriu Shique. — Parece até que você acha que Ax vai declarar guerra assim que chegarmos lá.

O motim de Zaat foi sufocado por Orba, mas aconteceu durante o festival de fundação, diante de vários emissários estrangeiros. A notícia se espalhou rápido e, para piorar, surgiram relatos de movimentações suspeitas vindas da província de Taúlia, ao sudoeste de Mephius.

Taúlia fazia fronteira com Apta. Era possível que o general Ax Bazgan aproveitasse o momento em que Apta fosse devolvida por Garbera para marchar com seu exército.

Por causa do motim, Guhl Mephius mal conseguia confiar até mesmo em seus mais antigos vassalos. Foi por isso que colocou seu filho legítimo, Gil, no comando das tropas de Apta, julgando que seria arriscado dividir as forças naquele momento.

— Seria problemático se eu não deixasse tudo pronto o quanto antes. Aprendi isso com o caso do Zaat. Não importa o quão pacífica tenha sido nossa aliança com Garbera, as brasas da revolta ainda queimam aqui dentro. Melhor pecar por excesso do que negligência.

— Falando em Zaat Quark, não vi mais a Ineli desde o incidente. Vossa Alteza chegou a encontrá-la?

— Ineli?

Orba se surpreendeu com o nome inesperado.

— Não. — Balançou a cabeça.

Vileena franziu a testa, irritada.

— Preste mais atenção nas coisas fora do exército também. Ser feita refém por Zaat deve ter sido um trauma. Não está trancada no quarto desde então? Estava pensando em visitá-la, que tal irmos juntos?

— Bom, eu...

Orba hesitou. Como Vileena mencionou, Ineli foi feita refém no meio da confusão, e, quando ele e Vileena chegaram para salvá-la, ela tinha uma arma apontada contra si. Mas o que Orba lembrava agora era a cena da festa, em que Ineli e Vileena trocavam olhares de ódio junto à fonte.

A princesa de Garbera parecia ter esquecido daquilo. Mas Ineli... era outra história. Sabendo do seu jeito, ser salva pela rival que tanto detestava devia ter sido humilhante.

— Acho melhor você não ir.

— Por que diz isso?

— Bom, se ela ficou abalada com o que aconteceu, talvez seja melhor deixar quieto. Se eu ou a princesa aparecermos lá, pode acabar trazendo as lembranças ruins a tona.

— Viu, Alteza? Eu lhe disse — comentou Theresia. — Concordo com o príncipe. Se está preocupada com ela, o melhor é deixar que se recupere sozinha.

— O que é isso agora? O príncipe e até você, Theresia, estão tratando meus sentimentos como se eu fosse uma criança sem noção.

Ela logo fez beicinho e bateu o pé no chão. E, na verdade, era bem por isso mesmo que Orba ficou sem palavras. Apesar de jovem, era uma princesa esperta, mas quando se tratava de relações humanas, parecia inocente demais.

Orba olhou de relance para Theresia.

Deve ser difícil pra ela.

A dama se assustou de leve com o olhar, mas abaixou os olhos e riu, como quem dizia é mesmo.

Droga!

Orba também se assustou. Tinha olhado para Theresia como Orba, não como o príncipe. Provavelmente foi isso que surpreendeu a criada.

— Enfim — disse Orba, tentando mudar o clima —, vou esperar paciente pelos resultados da unidade aérea. Agora vou ver como estão os dragões...

Ele se virou para o estábulo ao lado do campo, mas bem naquele momento percebeu algumas figuras vindo em sua direção. À frente, pulando animada, vinha uma garotinha. Parou diante de Orba, puxou a barra da saia e fez uma reverência.

— Saudações, Alteza Imperial.

— Aah.

Era Lannie Lorgo, filha do general Odyne Lorgo, com seus treze anos. Durante o festival de fundação, ela tinha montado em um dragão e feito a cerimônia de maioridade.

— Anda logo! Oh, Romus, você não tem medo de dragões, mas é tímido com pessoas.

Chamou alto o garoto que vinha devagar atrás dela. Como sempre, a saudação do menino diante do príncipe foi fraca.

— Que moleza a sua.

— Não é que ele seja mole, é que a senhorita aqui é forte demais — brincou Orba. — Sua coragem é admirável. Mas o estábulo dos dragões não é lugar pra brincadeira.

— Oh, príncipe, não estamos andando por aí à toa — respondeu Lannie com um ar de dama refinada. — O Romus vem aqui todos os dias. Como veterana, fiquei preocupada.

— É mesmo? Romus, está querendo se tornar um dragoneiro?

— Não está, Alteza. Romus, você vem aqui por causa do dragão, né? Não é porque quer ser dragoneiro, certo?

— E-e o que você tem com isso?

Romus ficou vermelho. Mais alguém se aproximava do estábulo. Era Hou Ran, domadora de dragões designada para a tropa imperial do príncipe. Provavelmente estava observando o treino. Mesmo quando não estava, passava os dias ali cuidando dos dragões.

— Não precisa se preocupar com o Romus.

Ran falou direto, como se tivesse ouvido a conversa toda.

— Ele já está mais acostumado com os dragões que o próprio Orba. Daqui a meio ano, talvez até entenda a “voz” deles. A chance de ser atacado no estábulo é quase nula.

Theresia soltou um leve suspiro de admiração. Ela achava o visual nômade de Ran incomum, e sua combinação de pele escura, corpo proporcional e cabelo claro era hipnotizante.

— Se você diz, deve ser verdade. Como estão os dragões? Já escolheu quais vão com a gente pra Apta?

— Dou conta, desde que estejam no meu alcance. Mas ninguém aqui tem o talento de Romus. Antes de escolher os dragões, Orba precisa escolher os soldados.

— C-certo.

— Além disso, não são dragões demais pra irmos sem o transporte? Com esse número, não dou conta sozinha.

— Sem o transporte?

Shique se alarmou.

— Por quê? Marchar até Apta leva uma semana. Levar dragões e armas seria bem mais fácil com transporte.

— Quero ser visto. Ou melhor, aplaudido pelo povo.

A resposta de Orba foi seca. E nesses momentos, ficava claro que ele não queria se estender no assunto. Shique e Gowen já conheciam esse lado dele, então não insistiram.

— Orba, é?

Mas Vileena parecia fixada em outra coisa. O olhar de Orba dizia claramente: lá vem problema.

— Esse espadachim tem a confiança de todos, hein. Aconteceu no festival, e agora ele também recebeu várias responsabilidades importantes.

— Ah, é. Ele... é útil.

Orba gaguejou e lançou um olhar disfarçado para Ran. Vileena se irritou um pouco.

— Mas ele ficou bem ferido na arena, não foi? Você também se machucou, mas deveria cuidar melhor dos seus subordinados.

— É... tem razão.

 — Por mais forte que você seja, príncipe, nem todos conseguem acompanhar esse ritmo. Acima de tudo, vossa alteza não pode continuar perdendo mais ninguém. Se não permitir que eles expressem suas opiniões e apenas exigir obediência cega, não importa o quanto Orba seja um bom espadachim, até ele vai acabar...

— Ha!

Naquele instante, Ran soltou um riso curto, quase um escárnio. Por um momento, todos ficaram sem reação, sem saber exatamente para quem aquele desprezo fora dirigido.

— Parece que a princesa tem um certo carinho pelo Orba.

Seus lábios se curvaram num sorriso fino e aberto. Em seguida, virou as costas e retornou ao estábulo dos dragões. Romus correu atrás dela, e Lannie foi logo depois, apressada. Orba e os demais os acompanharam com o olhar, atônitos.

— Aquela moça — disse Theresia, pigarreando logo depois —, não lhe parece um tanto... desprovida de modos? Agir assim na frente do príncipe herdeiro e da princesa Vileena...

— Ah. Que vergonha. Peço desculpas pela falta de educação da minha filha adotiva.

Gowen abaixou a cabeça grisalha. Era a primeira vez que Orba via aquele homem corpulento curvar-se tão formalmente.

Mas Theresia não estava realmente zangada. Prova disso foi o comentário seguinte:

— Aquela jovem — repetiu, pausando como para dar mais peso às palavras — é por acaso amante do senhor Orba?

— A-absurdo! Por que pensaria isso?

— Não vejo absurdo algum. Só me pareceu que havia algo entre eles.

— E por que exatamente?

— Ora, quem pode saber? Mas achei o comportamento de vossa alteza estranhamente desorganizado. Pode ser um sinal de que está apaixonado por Sir Orba.

Absurdo... Orba murmurou outra vez, desviando o rosto. Conhecia Hou Ran há mais de dois anos, e nunca tinha percebido qualquer sentimento por ela. Talvez nunca tivesse sentido nada mesmo, ou talvez não devesse sentir. Justamente por isso, ter aquilo apontado assim o deixou incomodado.

Por um tempo, Orba e os demais observaram o treinamento da unidade aérea de forma distraída. Pouco antes do meio-dia, Vileena e Theresia se retiraram da plataforma. A princesa também acompanharia o grupo até Apta, e ainda havia bagagens a preparar.

Quando Orba enfim pensou que teria um momento de descanso, escutou um comentário inesperado de Shique.

— A princesa não está muito animada, né?

— Mesmo? Não percebi muita diferença. Se esse for o humor dela pra baixo, então a Vileena de sempre vai ser uma adversária bem mais difícil do que Ryucown ou Pashir.

— Orba... é, você realmente não entende nada das sutilezas femininas.

— E você, que odeia mulheres, entende?

— Não é porque não entendo que as detesto. É porque entendo demais que não suporto.

Na época em que era gladiador, Shique era incrivelmente popular entre as mulheres. Muitas damas da nobreza chegavam a oferecer verdadeiras fortunas ao mercador de escravos Tarkas para se tornarem suas patronas. E a todas, Shique recusava com desprezo.

— Ainda assim, nem é algo tão complicado. Ela provavelmente ouviu os rumores sobre as tensões entre Garbera e Ende. E claro, não é o tipo de princesa que ficaria indiferente às dificuldades do próprio reino.

— É difícil dizer que Garbera se recuperou completamente da rebelião do Ryucown — concordou Gowen. — Com Mephius foi diferente. Conseguimos impedir antes que começasse. Para os outros, parece até que o problema já foi resolvido. Mas eles foram traídos por um dos generais mais respeitados. Isso deixa marcas.

— Não dou a mínima pros problemas de outros países — cortou Orba, encerrando o assunto.

Em seguida, chamou o capitão Neil de volta e deu fim ao treinamento. Outra unidade usaria o campo logo em seguida. Com Pashir à frente, eram formados por escravos que haviam participado da rebelião recente, homens que Orba decidiu incorporar às suas tropas.

Por terem se aproveitado da rebelião provocada por Zaat, ele não podia simplesmente torná-los soldados regulares. Assim, os designou como escravos de guerra, subordinados à Guarda Imperial.

Orba não tinha mais o que fazer ali. Já havia conquistado o ódio daqueles homens ao impedir a rebelião e não pretendia piorar as coisas permanecendo no local.

Com isso, confiou o treinamento ao próprio Gowen, homem que antes supervisionava os espadachins-escravos e dominava os métodos de treino.

— Deixo o resto com você.

— Aah.

Orba saiu às pressas do campo de treinamento.

Shique permaneceu ali e notou o riso abafado de Gowen, escondido sob a barba.

— Que foi?

— Nada. É que ele disse “deixo o resto com você”... Em menos de dois anos, aquele pirralho virou outra pessoa.

— E se acostumou rápido demais com a posição.

— O estranho não é só ele. Eu também acabei me acostumando a tudo isso.

— É — concordou Shique com um sorriso leve. — Hoje em dia, já não me surpreendo com nada do que ele diz ou faz. Se eu não me acostumar, minha saúde vai pro ralo.

Enquanto Shique sorria, Gowen olhou para a figura de Orba se afastando ao longe.

— Seria bom se fosse só uma questão de costume. Mas ultimamente... ele anda se entregando demais ao papel de príncipe herdeiro.

Essa última frase, dita num murmúrio, perdeu-se no vento e na areia soprada pelo sol de Solon ao alcançar o meio-dia.



◇◇◇



“O imperador Guhl Mephius parou de sorrir”. Orba perdeu as contas de quantas vezes ouviu esses murmúrios dentro do palácio.

O antigo imperador costumava brincar na frente de seus vassalos e encher os salões com sua voz jovial, ou pelo menos foi o que Orba ouviu dizer. O próprio Orba só o encontrou algumas poucas vezes desde que começou a se passar por seu filho legítimo, então não conhecia esse "antigo" imperador.

O mais notável era que o imperador não soltou nem uma risada após a rebelião de Zaat. Seus lábios se curvaram em franzidos, e ele constantemente apoiou o rosto nas mãos, de mau humor.

“Arrepios sempre que ele me olha.”Esses sussurros também ecoaram incontáveis vezes em seus ouvidos. O imperador trabalhou sem descanso para aumentar a autoridade da família imperial, ou, mais precisamente, a sua própria.